Informações sobre o sono e descanso

Aprenda a dormir de boca para cima

Uma alta percentagem da população adulta sofre de dores crónicas, especialmente em músculos e articulações. Enquanto as dores podem ser variadas, dormir adequadamente pode resultar determinante para conseguir aliviar a maioria das dores. De acordo com os experts, a posição na qual se dorme pode marcar a diferença entre levantar-se como novo ou dolorido.

A maioria das pessoas tem a tendência de dormir de lado. Se bem que isto não tem o porquê de ser um problema para todos, sim que pode ser a razão pela qual se levanta com dores de ombros ou ancas. Além disso, vários estudos defendem que dormir sobre o lado direito também pode desencadear acidez no estômago.

Obviamente, se é dos que gosta de dormir de lado e dorme como um anjo não precisa de mudar de postura. Mas se leva algum tempo a acordar com dores, tem que remediá-lo e pode começar por provar mudar de postura.

Ainda que seja pouco habitual, dormir de boca para baixo é menos recomendável que dormir de lado. Uma das partes que mais sofre ao dormir nesta postura é o pescoço e as vértebras. Para poder respirar corretamente, costuma-se girar a cabeça para um dos lados, o que aumenta a possibilidade de levantar-se com dores.

A opção mais recomendável para poder evitar a aparição de dores é dormir de boca para cima. Descansar sobre as costas é também a posição mais natural. Ao ter a cabeça mais elevada que o corpo também reduz as possibilidades de sofrer de acidez estomacal. Para assegurar-se de que dorme na postura correta, escolha uma almofada que eleve a sua cabeça e a mantenha à mesma altura do corpo.

Se levou toda a vida a dormir na mesma postura, é possível que não lhe resulte fácil mudar a estas alturas. Para isso, não existe outra opção que deitar-se de boca para cima e colocar travas que dificultem ou incomodem se muda de posição. Pode experimentar colocar alguma almofada debaixo dos joelhos ou algum elemento que incomode se dá a volta. Mas ao final, como todos os costumes, é uma questão de prática e insistência.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.