Informações sobre o sono e descanso

Como uma luz vermelha pode ajudar a dormir melhor

A falta de sono é um problema habitual para uma grande parte dos adultos. Não dormir o suficiente tem consequencia importantes para a saúde. Além de relacionar-se com diferentes doenças, como diabetes ou alzheimer, a falta de sono também afeta o nosso rendimento físico e mental. Há um grande número de fatores que afetam como descansamos e, pelo tanto, há toda uma série de pequenas ações que pode tomar para melhorar o seu sono. Como por exemplo: instalar uma luz vermelha no seu banho.

Utilizar uma luz vermelha pode fazer com que seja muito mais simples voltar a dormir depois de ter acordado para uma visita rotinaria ao banho. Habitualmente, as casas de banho costumam estar muito iluminadas. Esta grande quantidade de luz pode ser útil para maquilhar-se ou fazer a barba, mas não é nada necessária para visitas noturnas à casa de banho. Mas o que é ainda pior é a exposição a tanta luz, que pode estimular certas células que temos nos olhos, detendo a produção de melatonina e que acaba por nos despertar completamente.

A solução podia estar na utilização de uma luz vermelha na casa de banho. Nesta tonalidade, a luz não afeta as células anteriormente mencionadas dos olhos, pelo que não deve ser um impedimento para voltar a dormir. De igual maneira, recomenda-se também utilizar luzes de baixa densidade nos momentos prévios a ir à cama.

Se finalmente opta por instalar uma luz vermelha na sua casa de banho, pode aproveitar para banhos relaxantes antes de ir dormir. A combinação entre um banho de água quente e uma luz vermelha deixará preparado para cair nos braços de Morfeus. Se instalar este tipo de luz na sua casa de banho não for uma opção, sempre pode optar pela solução mais simples: ir à cada de banho às escuras.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.