Informações sobre o sono e descanso

Dormir mais durante o fim-de-semana é saudável

Se passou o fim de semana a acordar tarde, agora tem um argumento para não se sentir culpado. Dormir mais durante o fim de semana, compensando a falta de sono do resto dos dias, teria um efeito positivo na saúde. Pelo menos, isso é o que um estudo sueco recentemente publicado mantém.

O estudo que teve cerca de 43 mil participantes, concluiu que as pessoas que dormem menos de cinco horas por dia são mais propensas a sofrer uma morte precoce. No entanto, o que é realmente relevante neste estudo é que argumenta que seria possível recuperar a falta de horas de sono dormindo mais nos finais de semana. Então, se passar o sábado a dormir até o meio dia você também aumentará as suas chances de desfrutar de uma longa vida.

O pesquisador sueco Torbjörn Åkerstedt, que realizou o estudo, esclarece que há um limite para a quantidade de sono que você pode recuperar. Ou seja, não vale a pena dormir apenas 2 horas por dia e depois passar o fim de semana inteiro na cama. No entanto, sempre vale a pena dormir um pouco mais no final de semana do que não o fazer. Nós já temos a desculpa perfeita!

Este não é o primeiro estudo que indica que compensar a falta de sono dormindo mais horas noutro momento seria benéfico. No entanto, também há estudos que argumentam que não é possível “recuperar horas de sono de volta”.

Em qualquer caso, o que todos concordam é que descansar corretamente, com entre 7 e 9 horas de sono, é necessário para um desempenho correto, tanto físico quanto mental, e benéfico para o nosso bem-estar. Portanto, se você está exausto após uma intensa semana de trabalho, passar uma manhã descansando na cama pode não ser uma má idéia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.