Informações sobre o sono e descanso

A Firmeza ideal para um colchão

Um  grande número de pessoas sofrem de dores nas costas e não dormem bem no seu colchão atual. Isto é devido em grande parte à firmeza do colchão que está a utilizar. E qual é a firmeza ideal de um colchão?

Naturalmente, deve-se  ter em conta as preferências do utilizador, existem pessoas que preferem dormir num colchão mais duro e outras gostam de dormir em colchões não tão duros. Uma vez definida a sensação de dureza que preferimos,  devemos saber qual é o limite da “dureza” ou “moleza” de um colchão, porque se é exagerada pode causar dores musculares, contrair os músculos e pressionar o corpo, o que faz com que acordemos com dores.

Até bem pouco tempo atrás,  dizia-se que um colchão duro era ideal para manter a coluna reta. Esta afirmação não pode ser mais errada.  Um colchão muito duro impede que o corpo ralaxe, exercendo pressão sobre o mesmo, prejudicando a circulação sanguínea. Não se adapta às curvas da coluna, dando lugar à problemas de coluna e fortes dores.

Um colchão muito mole, também tem seus inconvenientes e deve ser evitado. Somente é agradável no principio, logo durante o sono, é muito prejudicial, por que não sustenta os músculos, e não oferece o apoio adequado que a nossa coluna necessita. O corpo “se esforça” para encontrar o sustento adequado, e isto também dá lugar para problemas de coluna e dores musculares.

O colchão ideal é aquele de firmeza intermédia, que não pressiona o corpo e os  músculos e que mantém a coluna corretamente alinhada.  Entre os diferentes  tipos de colchões, os colchões viscoelasticos são os que oferecem firmeza e adaptação, que ajuda a descontrair os músculos e articulações devido a que este material não oferece resistência, adaptando-se de forma gradual ao corpo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.