Informações sobre o sono e descanso

As cifras do sono

Os números que descrevem os nossos costumes na hora de dormir

Existem diferenças entre os costumes na hora de dormir, não só entre homens e mulheres, ou de acordo com a idade, também dependendo de sua etnia. Descubra fatos sobre as cifras do sono, temos certeza que há muitas coisas que não sabias.

O NDF – Fundação Nacional do Sono– dos Estados Unidos em seu estudo mais recente mostrou dados muito interessantes e é que existem muitas diferenças em nossos costumes segundo as raças, nacionalidades, etc.

A primeira coisa que chama a nossa atenção é que os europeus dormimos uma média de 7,3 horas cada noite, o qual é muito apropriado em termos de saúde através do descanso. No entanto os americanos não descansam o suficiente – se temos em conta as horas mínimas de sono por dia, que são entre 7h e 8h – sendo sua média de 6,5 horas por dia.

Em termos de hábitos sobre com quem dormimos, neste estudo foi extraído que os que mais dormem sozinhos são os de raça negra e aqueles que dormem mais acompanhados os de raça branca. Vemos as percentagens exactas das pessoas que dormem sozinhas: o 41% do número total são negros, 37% dos asiáticos, 31% dos hispânicos e apenas 21% dos brancos. Como hábito de dormir com animais de estimação, o maior percentual é a raça branca com um 14% de sua população, terão incluído estes últimos para contá-los como não dormir sozinhos?

Nossos hábitos em termos do que realizamos durante uma hora antes de ir dormir também variam de acordo com nossa etnia mais, sobretudo concentram-se em três atividades que são: assistir TV, usar internet e manter relações sexuais. De acordo com este estudo, a maioria da população antes de ir a dormir asiste a TV. Vejamos as percentagens: 74% no caso dos pretos, 72% dois hispânicos, 64% em brancos e 53% nos asiáticos. A segunda opção preferencial e o uso da Internet na hora antes de dormir: o faz o 20% dois entrevistados em geral, mas destaca muito o aumento deste dado em sujeitos asiáticos, que sobe para 51%.

Independentemente da sua etnia, ao 32% da população que custa-lhe pelo menos 20 minutos para dormir e as dificuldades que apontam no estudo como as principais razões para este atraso são: complicações por o emprego, as finanças, a saúde e problemas pessoais.

 

Vamos ver que hábitos específicos tem os portugueses resumidos em cifras:

•O 5,4% da população espanhola sofre de insomnio
•O 17% demora mais de 30 minutos em dormir cada noite
Dormimos mais nos fins de semana, mas o sono médio é de cerca de 7 horas.
•A sesta, perde seguidores e um 58,6% não faz isto nunca, enquanto apenas um 16,2% a dorme diariamente.

 

Vamos a fixarnos em outro tipo de habitos:

Postura ao dormir: a maioria de nós, o 64,7% prefere dormir de lado e apenas um 7,9% o faz de cabeça para cima e a mesma porcentagem boca baixo.
Usos que damos para o colchão: que o colchão é essencial mantê-lo em boas condições e de acordo com nossa preferência pessoal é algo que não paramos de repetir – logicamente – em nossas dicas , mas é que não é usado apenas para dormir: O 57% é usado para manter relações sexuais, um 25% usá-lo também para leitura e um 26% para assistir televisão. Curiosamente apenas 29,6% usa só para dormir.

 

Em este estudo também se indica que o colchão é o elemento que ocupa o primeiro lugar quando se trata de mudar alguma coisa aos 10 anos de seu uso: um 40,2% indica-lo como o elemento principal que iria mudar. Apenas 13% mudaria antes de carro e 6% faria com aparelhos eletrónicos…

O que você acha destes dados? Quanto menos curioso…

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.