Informações sobre o sono e descanso

Conceitos básicos sobre a viscoelastica

Na hora de comprar um colchão, a escolha é sempre complicada. Geralmente costumamos a nos informar em sites de descanso, ou ir diretamente a uma loja de colchões para pedir informação e os profissionais começam a falar de viscoelastica, de densidade, de poros abertos ou de perfuração… O que quer dizer tudo isto?

Aqui lhe deixamos alguns conceitos básicos da viscoelastica que facilitarão a escolha do seu futuro colchão.

A primeira coisa que devemos saber é que a viscoelastica é um material que proporciona adaptabilidade a um colchão. Na hora de deitar-se, a viscoelastica se adapta ao corpo do dormente e reduz a pressão no descanso. Tendemos a dizer que este material tem efeito memória: significa que ele se ajusta à compleição física de cada dormente, para depois recuperar sua forma inicial quando nos levantamos.
Existem vários tipos de viscoelastica: pode ser espumada, moldada ou injetada. Dependendo da sua fabricação terá os poros mais ou menos abertos e será mais ou menos transpirável.

  • Viscoelástica espumada: É fabricada em moldes que podem medir até 60 metros. A composição é derramada nesses moldes, deixando que o líquido se expanda e se seque. Posteriormente, estes trilhos de viscoelástica são cortados para criar cada colchão de acordo com a medida necessária. Suas principais características são que tem um poro mais aberto e é muito respirável. Nosso colchão Paradise feito com este tipo de espuma.
  • Viscoelástica moldada: É a fabricada em moldes, geralmente de 2x2x2 em forma líquida deixando que se expanda. Como a anterior, uma vez esfriada, é cortada na medida necesaria. Nosso colchão Sojamax é feito com este tipo de viscoelastica. Suas principais características são:
    – Poro mais fechado do que a viscoela espumada já que, ao ser o molde menor, a viscoelastica expande-se em um espaço menor.
    – Acabamento mais suave e macio (pelo mesmo motivo mencionado acima)
    – Menos transpirável do que a anterior (há menos poros, o ar circula menos).
  • Viscoelástica injetada: É aquela que é injetada em moldes menores e, normalmente, na medida exata do colchão, tornando-se uma viscoelástica mais “personalizada” e usada para colchões de gama alta. Este tipo de viscoelastica é a que tem o nosso colchão Biogel Spa.
    Suas características são iguais às de a viscoelastica moldada no que se refere a tipo de poro, transpirabilidade e acabado mais liso.
  • Viscoelástica perfilada: Perfilada significa que distingue áreas diferentes de descanso. Eles são fabricado numa série de formas no material para que a sensação seja diferente dependendo da área do corpo com o qual entram em contato. Tanto a viscoelastica espumada, como a moldada e a injetada, podem também ser perfiladas (como no caso do nosso colchão Paradise).

Outras coisas a ter em conta sobre a viscoelastica:

  • Densidade: é a quantidade de viscoelastica por metro cúbico. Esta característica atua sobre a capacidade de envolver mais ou menos o corpo do dormente. Quanta maior densidade, mais firme se torna o colchão na primeira deitada, mas durante a noite nos envolve mais o corpo, e de uma forma gradual, melhora nossa circulação e ajuda a descontraturar o corpo.
  • Resiliência: É a capacidade do colchão para absorver os movimentos. Quanta mais resiliência tem, mais facilidade para se movimentar e ter melhor descanso durante a noite.
    Todos estes detalhes devem se ter em conta ao escolher um colchão porque nosso descanso depende da nossa compleição, de se dormimos sozinhos ou em casal, e claro, de nossos gostos na hora de dormir.

Todos estes detalhes devem se ter em conta ao escolher um colchão porque nosso descanso depende da nossa compleição, de se dormimos sozinhos ou em casal, e claro, de nossos gostos na hora de dormir.

 

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.