Informações sobre o sono e descanso

Crise mundial de sono?

Crise mundial de sono?

Um estudo realizado pela Universidade de Michigan em relação às pressões culturais revelou fatos significativos de como nosso próprio entorno influência nosso dia a dia.

O estudo, realizado em 100 países demonstra como as pressões culturais influenciam nossos ritmos biológicos.

Como é revelado, a pressão cultural que sentimos poderia estar encurtando o tempo que investimos em dormir e modificando nossos ritmos circadianos naturais, alterando nossos hábitos e criando uma crise global de sono.

Os habitantes do Japão e Singapura, por exemplo, são os que menos dormem, cerca de 7 horas e 24 minutos, em média; e os holandeses são os que mais dormem, com uma média de 8 horas e 12 minutos.

De acordo com os diretores do estudo, que foi publicado na revista Science Advances, em todos os casos que têm estudiado puderam comprovar que é a sociedade a que regula as horas de sono, (a hora que vamos dormir) e o relógio interno é o responsável de regular a hora em que nos levantamos.

Ir para a cama mais tarde está associado com a perda de sono, pelo que, como explica Daniel Forger, co-autor do estudo, as pressões sociais enfraquecem ou mascaram de alguma forma os ritmos biológicos, causando assim que as pessoas retrasem a hora de ir para a cama.

Esta alteração de nossos ritmos biológicos pode ter efeitos prejudiciais no nosso corpo. Aumento do risco de obesidade, a posibilidade de desenvolver problemas de coração ou diabetes.

Mas estes não são todos os efeitos colaterais que as pessoas podem desenvolver. Como o mesmo Forger adverte, “Se você tem dormido pouco, pode desenvolver todas suas actividades, igual que quando está bêbado”.

E é que a falta de sono afeta nossa capacidade de atenção e de reação, diminui os reflexos e nos encontramos adormecidos frente às atividades diárias que devemos realizar.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.