Informações sobre o sono e descanso

Descobra se dormir com a luz acesa pode ser prejudicial à sua saúde

Existe uma percentagem da população, tanto infantil como adulta, que dorme com a luz acesa. É aconselhável ou, pelo contrário, é um hábito pouco saudável? Hoje lhe contamos tudo.

No caso das crianças é uma atitude muito generalizada, porque as crianças têm medo do escuro e pedem uma luz acesa para dormir. Para ser capaz de travar este comportamento devemos evitar que as crianças tenham medo, dando-lhes a segurança que precisam para ficar no escuro. Temos que tranquilizá-los e fazer que verifiquem por conta própria que estão protegidos e que controlam a situação sem que exista nada que possa causar-lhes danos se a luz se apaga. Diversos estudos detectaram que dormir com a luz acesa tem perjuizos para a saúde das nossas crianças, aumento a miopia em crianças, porque os olhos são desenvolvidos nos primeiros anos de vida e a incidência da luz afeta negativamente à passagem dos anos.

Manter uma rotina de sono e uma tranquilidade na hora de dormir são elementos-chave para estabelecer com os nossos filhos desde o início, eliminando as rotinas que possam perturbar seu descanso e bom desenvolvimento, como já dissemos anteriormente.
Se no seu caso, seu pequeno já tem este hábito, recomendamos que seja diminuido pouco a pouco ate chegar a excluí-lo completamente, bem como explicar a razão para a ausência de luz e tranquilizá-los, para que fiquem tranquilos. Você vai ter que reforçar suas realizações, por pequenas que sejam e ser compreensivo, ja que quase todos temos passado por essa fase.

Os adultos por nossa parte podem também chegar a ter esse hábito. No nosso caso também é bastante prejudicial, pois é sabido que pode levar a sintomas depressivos, alterar a qualidade do sono, o metabolismo e a pressão arterial.

A luz na noite altera os ritmos circadianos corretos para um bom descanso, pelo que esta prática de dormir com a luz acesa, tanto em crianças como em adultos, é um hábito pouco saudável e que é preferível não realizar se quisermos alcançar um agradável descanso ao 100% e de uma boa saúde em nosso corpo.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.