Informações sobre o sono e descanso

Dormir é coisa de dois

Dormir é coisa de dois

Os roncos, ruídos e movimentos de nosso parceiro podem interferir no nosso descanso, chegando em alguns casos a dificultar muito o descanso, por isso não é surpreendente que até um 25% dos casais decidam dormir em camas separadas.

Mas, se não chegar a isso e prefere dormir com seu parceiro, hoje lhe trazemos alguns truques que pode implementar.

Muitos adultos roncam, embora muito poucos se atrevam a confessá-lo, mas de acordo com os dados da National Sleep Foundation uns 37 milhões de adultos o fazem. O pior já não é o ronco, é que, além disso, podem dobrar o seu som de um segundo para outro.

Os roncos podem ser um sintoma de apneia do sono, pelo que se se der de forma regular seria recomendável acudir ao médico ou a uma clínica especializada em sonho.

Mas há orientações que podemos realizar facilmente para minimizar esse problema. A posição ao dormir, por exemplo, incentiva o ronco se o fazemos de cabeça para cima. Escolher uma posição lateral no descanso facilita a respiração que irá diminuir o ronco e o volume.

Os climas muito secos também podem agravar este sintoma, o uso de umidificadores pode ajudar a melhorá-lo.

Outra das questões de devemos ter em consideração é a temperatura ambiente, uma sala muito quente ou fria vai piorar o nosso sonho. O ideal é que nosso quarto oscile entre 15 e 20 graus.

No verão, quando as temperaturas são mais elevadas podemos facilitar o descanso gerando brisas suaves, deixando a janela aberta ou através do uso de um ventilador.

No inverno, pelo contrário, é conveniente cubrise com roupas quentes, colchas ou nórdicos, com uma capacidade de isolamento adequada para a temperatura na área onde vive.

Outro dos factores que afectam o nosso descanso em casal é o tamanho da cama, é óbvio que quanto menor seja mais perto devemos dormir pelo que o desconforto com movimentos e ruídos se intensificará. É possível que o tamanho do nosso quarto não admita camas excessivamente amplas neste caso ou se apesar de ter uma cama grande o problema persiste podemos tentar optar por um colchão gêmeo, dois colchões individuais unidos em seu centro por um zíper.

Finalmente, costumes e horários diferentes podem afetar nosso parceiro de sonho, pelo que na medida do possível devemos tentar adaptar o nosso relógio interno. Pode ser difícil, mas é possível coordenar os momentos de ir para a cama e acordar para que o nosso e o do nosso parceiro se combinem.

Em suma, tentar criar uma atmosfera que convide ao relaxamento, minimizando os inconvenientes que podem ocorrer para que o descanso não seja um problema no nosso relacionamento.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.