Informações sobre o sono e descanso

Dormir juntos ou separados?

Dormir juntos ou separados?

Um tema do que habitualmente não falamos, mas que é muito relevante para os casais é se se partilha a mesma cama na hora de dormir ou é preferível dormir em camas separadas. A verdade é que, embora parecesse que dormir em duas camas separadas seja tabú, é a opção escolhida por um de cada quatro casais.

Supõe isso uma desvantagem ou pode chegar a afetar o relacionamento do casal?

Há casais para os que dormir juntos pode ser uma desvantagem e não ao contrário. Como bem indicou o Vice-Presidente da Associação Estatal dos Profissionais de Sexologia, AEPS o vínculo erótico ou de união não tem por que quebrar-se ou deteriorar-se por dormir em camas separadas, isso significaria que está limitando a intimidade do relacionamento à cama, o que também não é beneficioso.

A decisão de dormir juntos ou separados não é um tema que se relaciona com a idade. Mas do tempo que levam juntos, a confiança é maior por aquilo que é, então, é mais fácil falar ao respeito.

Cada casal tem sua própria opinião a respeito, quais são as vantagens e desvantagens que pode ter dormir juntos?

Evitar o ronco. É claro que dormir em camas separadas ou inclusive em quartos separados até podem facilitar o sono para aquelas pessoas que roncam e acabam acordando seu companheiro.

Evitarás o calor. Se for uma pessoa muito calorosa esta opção pode favorescer seu descanso. O corpo humano gera muito calor e ter alguém dormindo, dando-lhe ainda mais calor talvez não seja a melhor opção para ter um sono reparador.

Mantenha seus hábitos. Cada pessoa tem seus próprios costumes, há quem não consegue dormir sem ouvir rádio, música, abaixar a persiana, etc… Dormir separado pode ser uma forma de preservar os hábitos de cada um, sem perturbar o outro.

Dormir mais confortável. Ninguém te vai “bater” enquanto dormes,nem vai te roubar o edredão e dormirás mais confortavelmente.

Podes te levantar e ir para cama a qualquer momento. Se dormes só, não terás que te preocupar se acordas ao teu companheiro ao te levantar ou ir para cama.

Mas é claro, que optar por dormir separado também pode ter desvantagens que você deve valorar antes de tomar a decisão.

O espaço. Será necessário ter um quarto maior para que caibam as duas camas ou até mesmo outro quarto se optam por não partilhar o quarto também.

A intimidade. Casais com filhos irão afetá-los bastante. Depois de passar o dia todo de um lado para outro, com trabalho e as obrigações diarias o momento de dormir pode ser o unico que tem o um para o outro.

Comunicar-se. Para muitos casais, o momento de ir para a cama quando é o unico momento durante todo o dia para se contar a jornada. A comunicação pode se ver prejudicada, se não se cuida este aspecto.

Em conclusão, a decisão de dormir juntos ou separados depende da confiança e naturalidade com que fala-se no relacionamento e é uma opção perfeitamente válida e aconselhável em muitas ocasiões. Afinal de contas cada relacionamento é unico e põe suas próprias regras.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.