Informações sobre o sono e descanso

Dormir sem renunciar ao telemóvel

Dormir sem renunciar ao telemóvel

Já temos falado disto em muitas ocasiões, a tecnológia afeta ao teu descanso. Porém, pode ser que apesar de adverti-lo, não queres o não podes renunciar a ela antes de ir para cama.

Por se te resulta impossível renunciar à tecnológia na cama temos preparado uns conselhos para fazer teu descanso mais compatível com a vida.

O primeiro que temos que ter claro é que o problema não está no uso dos dispositivos eletrónicos, e sim na luz que eles emitem. Por isso te recomendamos que uses um filtro azul, desde o pôr-do-sol até o amanhecer, isto irá permitir que o teu ritmo circadiano não se veja afetado pela tecnológia.

Apple já integra em seus dispositivos um modo noite na ultima versão do seu iOS e os usuarios de Android podem descarregar o App Twilight que inclui esta função.

Se o que usas habitualmente é um computador, não te preocupes pois a maioria já incluem estas funções ou em seu defeito podes encontrar programas que te ajudem a evitar este problema.

Uma boa opção e mudar a iluminação de nosso quarto, o ao menos as luzes das mesas de cabeceira por luzes que mudam de cor para poder iluminar o nosso quarto pela noite com cores quentes que não provoquem deslumbramentos.

Os App para dormir irão te ajudar a evitar transtornos do sonho graças aos seus alarmes inteligentes, especialmente pensada para conseguir um descanso perfeito.

Os sons relaxantes também podem te ajudar, uma suave chuva, um vento soprando ou uma melodía relaxante pode ser um aliado no descanso.

Por último, é importante que utilicemos os alarmes e despertadores que selecionem o melhor momento para nos despertar, já que estes escolhem o melhor momento para começar a soar e acordar.

Seguindo estas dicas, poderás dormir melhor e acordar mais descansado sem renunciar à tecnologia.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.