Informações sobre o sono e descanso

Feng shui – Um sono com mais qualidade

Nos dias de hoje, muita gente se queixa da falta de qualidade de sono, além de, muitas vezes, também acompanhada pela falta de tempo suficiente para dormir.

Ao longo dos últimos anos temos acompanhado a uma velocidade alucinante o desenvolvimento tecnológico e uma série de fatores que contribuíram para uma vida mais facilitada e aparentemente mais confortável.

Pois esta evolução talvez não seja mais equilibrada. Comemos cada vez mais alimentos processados, vivemos em espaços artificiais, ou seja, com pouco contacto com a Natureza e distantes do que poderíamos chamar ciclos naturais, como levantar cedo e deitar a seguir ao pôrdosol.

A tecnologia e os seus malefícios

Não me considero uma pessoa fundamentalista nem pouco mais ou menos, pelo que acho que não devemos voltar para a época das cavernas. Mas, podemos, sim, tirar proveito destas oportunidades que a tecnologia nos dá e protegermo-nos dos seus malefícios.

Tenho computador, assim como, um tablet e uma televisão, mas a seguir ao jantar, que deve ser pelas 20h ou 20h30, começo a desligar e a preparar para ir dormir descansado por volta das 22h30. O nosso cérebro precisa de acalmar antes de nos deitarmos.

Luzes desnecessárias e fortes e sistemas de wifi também desligo antes de deitar.

Muitos de nós correm para o ginásio à noite e estimulam o corpo quando já devíamos estar a recolher, depois ainda chegamos tarde a casa e ainda vamos comer, em horas em que já devíamos estar em sono profundo.

Também a alimentação à noite deve ser mais leve e de ótima qualidade. Assim, talvez esteja a contribuir para um sono com mais qualidade.

Mas, não podemos esquecer que a vibração do espaço que utilizamos para dormir é sempre muito importante.

Os quartos devem ser ambientes simples e sempre mais vazios do que cheios. Devemos tentar uma decoração mais minimalista e confortável ao mesmo tempo.

Os materiais devem ser o mais orgânicos possível e aqui entra a madeira como o mais adequado. É considerado um material nobre. Aquele que transmite uma vibração natural, orgânica, que promove o aconchego e o conforto.

Podemos também ter outros como o gesso, a cerâmica, a pedra, mas devemos evitar todos os materiais sintéticos.

A nossa cama deve ser um ninho convidativo com uma boa almofada e edredão ou cobertores que convidem ao conforto. Deve também ser arejada e apresentar os lençóis sempre limpos como se tivessem sido acabados de lavar. É esta energia fresca, limpa e leve que queremos perto do nosso corpo. Aqui também evitamos os materiais sintéticos e preferimos os orgânicos, como o algodão, o linho, a lã, as penas, etc…

As cores

Não podemos também esquecer as cores que estão presentes nas paredes.

Como o quarto é uma zona de descanso, a cor deve ser sempre suave, leve, subtil.

Cores muito fortes vão ativar demasiado a energia e não promovem o descanso, além disso, cansam e muito rapidamente vamos querer mudar.

As cores suaves vão promover o descanso e a tranquilidade.

Recomendo, muitas vezes, nos meus trabalhos, a utilização das cores que são apresentadas nos catálogos de tinta das coleções dos brancos. São cores que parecem branco, mas que têm uma tonalidade que são o suficiente para aquecerem um espaço. Apenas em espaços com grande área me atrevo a utilizar cores mais fortes e mesmo assim com bastante cuidado. Se quero uma parede com cor mais forte, essa deve ser a que fica atrás da cama. Assim, vemo-la quando entramos e desfrutamos dela, mas não a vemos quando estamos deitados e assim não nos cansa tanto.

Podemos também, de uma forma muito sucinta, adequar as cores às nossas necessidades. Assim:

  • Os verdes e os azuis estão associados aos ambientes frescos e estimulantes que usufruem da luz da manhã.
  • Os vermelhos e laranjas, associamos aos ambientes dinâmicos e divertidos.
  • Os tons pastel promovem o conforto e o bem-estar.
  • Os violetas e púrpura ativam a paixão e o destaque.
  • As cores metalizadas, assim como, os cinzentos promovem ambientes muito formais.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.