Informações sobre o sono e descanso

Mel antes de dormir para relaxar melhor

Alguns alimentos por causa de sua composição e, dependendo da quantidade ingerida, têm um impacto directo sobre o nosso descanso, porque afetan ao nosso sistema nervoso e favorecen a liberação de substâncias como a melatonina e a serotonina, que ajudam a dormir melhor.

O mel é um ótimo produto natural que, desde o início da história, foi consumido em nossa dieta e lhe foram concedidas propriedades medicinais. Quem, em sua infância, não tomou um copo de leite quente com mel antes de dormir?

Qual o mel que devemos escolher?

O melhor e mais adequado é o mel cru ou aquele que não foi tratado, que pode ser encontrado facilmente em estabelecimentos diuréticos ou lojas de alimentos saudáveis. A maioria dos méis que são encontrados em supermercados passou por diferentes tratamentos térmicos onde são parcialmente destruídas as leveduras e enzimas, que são os componentes que podem ajudá-lo mais.
Nos últimos anos, concluiu-se que o consumo de mel antes de dormir, tomado junto com um iogurte, uma xícara de chá ou um copo de leite, é um grande aliado para dormir melhor na noite.

A ingesta de mel ajuda ao corpo a liberar a melatonina, conhecida por seus efeitos relaxantes. Além disso, desta forma seu corpo armazena uma quantidade adequada de Glicogênio hepático, que reduz as emissões de adrenalina e cortisol nas primeiras horas da manhã, que são as que o corpo começa a produzir para nos acordar de manhã, então o descanso será prolongado por mais tempo.

Além de nos ajudar a dormir melhor, recentes estudos indicam que os açúcares naturais do mel podem tornar esta comida em um aliado perfeito para a perda de peso.

Com a dieta do mel, desenvolvido por Mike McInnes, farmacêutico e nutricionista esportivo em Edimburgo, descobriu-se que o consumo de alimentos ricos em frutose (como o mel), ajudaba a queimar gordura e aumentar a resistência do organismo.

Mike McInnes disse: “O momento crucial para a queima de gordura é durante as primeiras quatro horas de sono, quando estamos durante o sono de ondas curtas. Quando se ativa a glândula pituitária e trabalhan uma série de hormônios que descompõem e usam a gordura como combustível”.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.