Informações sobre o sono e descanso

Mitos sobre o descanso – Parte 2/2

Alguns dias atrás conseguimos desmentir alguns dos mitos relacionados com o descanso e o sono, dando significado para esses ditos populares que desde bem pequenos temos ouvido ao nosso redor. Hoje lhe trazemos a segunda parte, com outros 7 mitos ou lendas dignas de dissecar.

Não perca!

Max-Mito n ° 8: O colchão não é mudado até que nos resulte molesto.

Este mito é, talvez, um dos mais erroneos que podemos encontrar. É um erro pensar que, embora o colchão aparentemente não tenha nenhum defeito, passados os anos recomendáveis continuará sendo igual de benéfico para o nosso descanso.

Antigamente o colchão era mudado quando este començava a ser molesto, tinha deformações, manchas, saian as molas (após 20 anos usando-o diariamente). Felizmente, hoje em dia somos mais conscientes de que a vida de um colchão, para que esteja ao 100% de rendimento e tenha suas características em perfeitas condições, não deve ser superior a 8 ou 10 anos.

Max-Mito Nº 9: Quando mais velhos ficamos, menos dormimos.

Ainda correndo o risco de contradizer o que a maioria das pessoas pensa, este mito é totalmente falso. A idade adulta não tem nada a ver com a quantidade de horas necessárias para descansar, ja que esse fator é determinado pela genética de cada pessoa, não da idade da mesma.

Embora seja verdade que, quando ficamos mais velhos, menos atividades realizadas durante o dia e, portanto, menos cansados, pois o desgaste fisico é menor. Se ficarmos menos cansados, nosso corpo não precisa de muitas horas de sono para se recuperar totalmente.

No entanto, a crença de que pessoas mais velhas não precisam dormir muito é falsa.

Max-Mito nº10: Contar ovelhinhas ajuda a dormir.

Um dos remédios contra insônia mais popular é o ditado de “Contar ovelhas”. Quem não ouviu falar alguma vez na sua vida estas palavras? Pois não amigos, as ovelhas não tem nenhuma caracteristica que provoquesonolência em nós. Bem poderiamos contar veados, elefantes ou gafanhotos, que resultariam no mesmo…  ficar entediados.

Isso é exatamente o que é produzido no dormente, um tédio soberano que faz não deixar de imaginar uma ovelha tras outra pulando por um campo. Tédio que faz com que deixemos de contar, pois a informação armazenadano nosso cérebro com este ato é realmente escassa e não obtem qualquer relaxamento ou efeito soporífero sobre nós.

[O mito foi levado para estudar na Universidade de Oxford, onde conseguiram demonstrar com uma prova de cinqüenta voluntários que sofriam insônia, que o fato de contar ovelhas não consegue que durmamos antes, na verdade, pode chegar a desesperar ao dormente e que demore mais em dormir.]

Max-Mito nº11: Durante o fim de semana, aproveite para recuperar o sono perdido.

Novamente temos um falso mito. Não podemos descompensar os Biorritmos do corpo dessa forma, pensando que se durante a semana dormimos menos, vai precisar recarregar-secomo a bateria de um celular durante o fim de semana. É uma ideia errada e prejudicial.

Nosso corpo precisa de constância na hora de dormir, pelo que se realizamos esta prática pode alterar o nosso ritmo de descanso e que nos afetem negativamente, fazendo aparecer distúrbios do sono ou outras dificuldades.

Portanto, lembre-se: siga uma rotina de sonho adaptada às suas necessidades durante todos os dias da semana, sem exceções.

Max-Mito nº12: Se relaxe asistindo a TV antes de dormir.

mito-tvRelaxamento? Não. É claro que não vamos nos relaxar, enquanto assistimos à televisão. Em qualquer caso, ficamos distraídos e ocupamos nossas mentes em aquilo que estamos vendo.

Um estado de relaxamento gera uma respiração mais pausada, diminuição da frequência cardíaca, relaxamento dos músculos… Nossa mente não pode chegar a esse estado, nem tambem não o nosso corpo quando estamos assistindo televisão.

Ja seja a TV ou qualquer outro dispositivo eletrônico,não vai obter relaxamento, pelo contrário, vai se distraer e farão com que não se relaxe completamente. Outra questão é que esteja tão cansado que consiga dormir ainda assistindo TV.

Max-Mito nº13: Beber álcool ajuda a dormir.

Aprofundaremos mais sobre este assunto em um post posterior, mas por agora, queremos deixar claro que, embora pareça que a sensação quando estamos embriagados é de leve sonolencia e necessidade de um descanso reparador, quando o nosso corpo processa o álcool, o efeito pode ser o oposto, como um estimulante que interrompe e perturba nossa continuidade e qualidade do sono.

Portanto, se beber não dirija… e também no o faça antes de ir a dormir.

Max-Mito nº14: Não tenho sono, mas vou ficar na cama descansando.

Todas as pessoas que sofrem de distúrbios do sono e insônia vão conhecer a sensação de deitarse na cama e dar voltas e mais voltas sem chegar a cair no sono. Mesmo às vezes torna-se frustrante e provoca ansiedade no corpo que impede ainda mais conciliar o sono ou se relaxar.

Nestes casos, não é aconselhável ficar na cama, se você não é capaz de dormir. Sua mente tem de ficar claro que a cama é um lugar de uso principal para dormir, pelo que recomendamos levantar-se, mudar de ambiente, tomar qualquer infusão ou um copo de leite morno (remédios naturais que ajudam a relaxar a excitação do corpo), ouvir música pausada…

Em resumo

Nós passamos mais de um terço da nossa vida na cama, pelo que será melhor que levemos em conta as recomendações de médicos e especialistas no descanso.

De acordo com especialistas em saúde, para evitar problemas em nosso sistema e evitar a aparição de distúrbios do sono, o mais recomendável saudável é manter uma dieta baixa em gorduras e sais, beber uma média de dois litros de água por dia, exercitar-se com uma média de 30 minutos por dia, assim como evitar o consumo de bebidas alcoólicas e moderar o café que tomamos diariamente. Uma boa equipe de descanso é essencial para que, juntamente com todas estas recomendações, o descanso seja reparador.

 

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.