Informações sobre o sono e descanso

Persiana subida ou descida?

Persiana subida ou descida?

A sociedade é dividida entre dois tipos de pessoas: os que preferem dormir com a persiana baixa e aqueles que querem mantê-la subida toda a noite. Todo um debate quando se comparte a cama que pode levar a mais de uma discussão e que inevitavelmente termina com uma vitória e o outro sendo forçado a ceder.

Mas além dos conflitos que suponha. O que é melhor para nosso descanso? Ruído, temperatura e luz podem ser um problema para aqueles que têm dificuldades em dormir. Em torno ao 30% da população sofre de dificuldades no momento do sono. Este valor tende a ser mais elevado no verão já que o calor e o aumento de horas de luz afeta nosso descanso.

Quanto maior seja o isolamento acústico e lumínico o nosso descanso será de maior qualidade.

Na medida em que a noite chega e diminui a luz nossa producção de melatonina se eleva, o que ajuda ao descenso da temperatura corporal favorescendo o descanso.

É importante que nosso espaço de descansotenha as condições adequadas para conseguir a ausência de luz. Iremos dormir melhor quando mais nos isolemos. Mas é claro que sempre podem existir excepções.

Para evitar o calor excesivo, por exemplo, pode ser benefico subir as persianas e abrir as janelas para dormir.

Por nossas janelas também entra luz artificial proveniente da rua, lâmpadas de rua e sirenes por exemplo podem afetar com sua luz artificial ao nosso descanso. Os telemoveis dos que já temos falado em mais de uma ocasião também são um dos principais inimigos do nosso descanso.

Como sempre toda norma tem sua excepção. Para algumas pessoas pode ser absolutamente insoportável dormir sem um pouco de luz. Aquelas que padecem de medo à escuridão e parassônias muito frequentes como terrores noturnos ou pesadelos. Um pouco de luz nestes casos longe de perjudicar pode supor um beneficio já que provoca a tranquilidade necessária para este tipo de estado.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.