Informações sobre o sono e descanso

“Querido, vem para a cama!” Quando os ritmos de sono diferem num casal

O cenário é mais habitual do que se pensa: um vai para a cama e o outro fica acordado. Aproveitando o Dia Mundial do Sono, fomos saber se diferentes hábitos noturnos têm influência numa relação.

A queixa é quase sempre a mesma. O namorado de alguns anos adormece muito rápido, demasiado, e em qualquer lugar. Adormece e acorda primeiro, num registo de sono completamente diferente do de Marta Martins. Aos 26 anos, a assessora de imprensa em regime freelanceracaba por se deitar já a madrugada arrancou. Resultado? Quando chega a vez de o namorado se levantar, ela ainda está a meio da viagem do sono.

“O Jorge acorda às 07h00 ou às 08h00 porque tem um horário específico. E quando acorda bate com as gavetas, sai de casa, volta a casa porque se esqueceu de alguma coisa e acorda-me com frequência. E o snooze [botão de adiar o despertador do telemóvel]… Aquilo toca de cinco em cinco minutos…”, conta com a voz ligeiramente enervada a também autora do blogue Pegada Feminina. Do outro lado da barricada, está a versão do rapaz: “O facto de a Marta ter outro ritmo e de não ter horários tão rigorosos faz com que eu me deite mais tarde. Às vezes quer ficar a ver isto ou aquilo à noite e jantamos também mais tarde. Sinto que podia dormir mais horas se não fosse isso… Mas é uma forma de estarmos juntos.”

Marta Martins e Jorge Sucena estão longe de estar sozinhos no barco até porque, a julgar pela facilidade com que encontrámos testemunhas, casais com ritmos de sonos diferentes parecem ilustrar uma realidade que, à partida, poderia não se julgar tão frequente. Outra história é a de Ana Pereira, a viver com Telmo Mota há um mês. Enquanto ela, que trabalha no departamento de marketing de uma seguradora, adormece mais tarde e precisa de menos horas debaixo dos lençóis, com o namorado passa-se o contrário. “Ele adora ver A Única Mulher mas dez minutos depois de a telenovela começar ele adormece. Volta e meia acorda, finge que não esteve a dormir e comenta qualquer coisa. Faz isso para eu não me chatear porque aquela é a única altura do dia em que estamos juntos. Ao fim e ao cabo, ainda são cinco dias da semana!”

Uma relação adormecida ou por adormecer?

Apesar de haver queixumes de parte a parte, o corpo humano é capaz de desculpar uns e outros. Isto porque, segundo Joana Serra, médica psiquiatra com competência em medicina do sono, as necessidades de sono apresentam uma variabilidade individual, o que ajuda a justificar que nem todos os casais tenham “recolheres obrigatórios” semelhantes. “Um dos aspetos essenciais quando duas pessoas partilham o mesmo espaço para dormir consiste nas diferentes necessidades de sono de cada um e no cronótipo individual, determinado geneticamente, que depende do seu ritmo biológico — matutino ou vespertino”, começa por esclarecer a também membro da direção daAssociação Portuguesa do Sono.

Um dos membros do casal, sendo ele vespertino, não consegue cumprir horários matutinos. Durante a noite é que se sente bem. E mesmo tentando deitar-se cedo, não consegue adormecer. Se o outro membro for matutino, então ele vai gostar de se deitar e levantar cedo, sendo mais produtivo de manhã e menos à noite”, diz Joana Serra.

Preto no branco, parece que é difícil alterar ou adaptar os horários de dormir em função do parceiro, uma vez que o ritmo de sono é algo fisiologicamente determinado. A afirmação é também corroborada por Marta Gonçalves, coordenadora do centro de sono na CUF Hospital do Porto que acrescenta o tipo intermédio ao vespertino e matutino (dentro dos quais podem haver os moderados e os extremos). Para Marta Gonçalves, todos os problemas relacionados com os desequilíbrios de sono num casal podem ser resolvidos através do respeito mútuo, ou seja, mesmo que a sociedade tenha uma orientação matutina (que tem), o matutino do casal não pode cair no erro de achar que é ele que tem razão. Ainda no mesmo registo, é possível que o vespertino tenha mais privação de sono durante a semana.

Esse é muito provavelmente o caso do namorado de Sara Ferreira. Com 29 anos, André Machado gosta de se deitar por volta das duas ou três da manhã, enquanto a namorada com quem partilha a casa há um ano tende a adormecer bem mais cedo (22h30, 23h00). “Ele gosta de ver televisão até tarde ou, então, fica a jogar PlayStation. Não consigo acompanhar esse ritmo, muito embora ele acorde, aos dias de semana, ao mesmo tempo do que eu”, conta Sara ao Observador. A história muda ao fim de semana: as 02h00 passam para 04h00 e a hora de acordar prolonga-se até às 13h00, com Sara a levantar-se da cama por volta da 09h00. De quando em vez, André deita-se mais cedo a pedido da namorada, o que faz com que acorde a meio da noite sem sono.

Mas pode esta falta de harmonia aquando da hora de ir dormir prejudicar realmente a dinâmica de um casal? Sara Ferreira admite que já fez uma birra ou outra para convencer o namorado a deitar-se mais cedo. Não é que isso altere a forma de relacionamento entre ambos, mas em causa está a ideia romântica da conchinha que há muito caiu por terra. “Tem mais que ver com aquela ideia de que as pessoas que têm namorado dormem sempre em conchinha. Essa parte mais romântica da vida em comum… não é bem assim”, conta entre risos. “Ter namorado não é bem o que idealizamos quando não temos namorado. ”

Já a médica psiquiatra Joana Serra lembra que há estudos que mostram que, quando há problemas de convivência à noite, a relação entre o casal pode ficar comprometida, recordando ainda que uma noite mal dormida é potenciadora de irritabilidade, cansaço e outras alterações emocionais. Mas em causa está também a diminuição da capacidade dos casais na gestão de conflitos. “Pode ser frustrante haver rotinas diárias tão diferentes. Isso depende da determinação do casal em encontrar outros momentos para estarem juntos”, acrescenta a psicóloga clínica Carolina Justino. “As relações não vivem só de amor e uma cabana. São nas pequenas coisas que os casais vão traçando e compondo a relação. Horários de sono diferentes podem pôr essa partilha em causa”, continua.

Ao consultório de Carolina Justino já antes chegaram casais (e pessoas a título individual) com problemas no departamento dos mais e menos ensonados. Não é por acaso que a psicóloga garante que a maior parte das pessoas tem dificuldade em adormecer e que, de facto, dorme mal. “Isso aparece muito em consultório, estejam ou não na relação. Mas a questão do sono na relação é importante porque representa o momento em que as pessoas estão juntas”, continua a profissional.

Fora o que fisiologia humana já determinou, há outros hábitos que podem não ajudar a otimizar o sono, podendo mesmo assumir o papel de vilões. São exemplo os hábitos de usar o computador ou assistir televisão na cama, ler enquanto um dos parceiros tenta dormir ou a movimentação excessiva durante a noite. Isto sem contar com as patologias do sono, que devem ser levadas muito a sério. Falamos da insónia ou do ato de ressonar que pode, por sua vez, ser um indício de apneia do sono. “Na evidência do reconhecimento de um distúrbio do sono que afete um dos parceiros do casal ou ambos, esse não deve ser ignorado, mas sim avaliado e tratado”, alerta ainda a médica a representar a Associação Portuguesa do Sono.

Joana Serra vai mais longe: “Sendo possível, em alguns casais, é importante reeducar o sono em função dos hábitos de cada um. Contudo, se permanece a dificuldade numa boa noite de sono juntos, dormir em camas separadas tem sido uma opção escolhida por muitos. E isso significa que a relação pode estar comprometida? Não necessariamente. Se essa for a melhor forma de melhorar a qualidade do sono, certamente ajudará a melhorar a qualidade da relação do casal”.

A isso a psicóloga Carolina Justino acrescenta que é importante criar bons hábitos e rotinas na hora de ir para a cama, o que inclui, por exemplo, conversar um com o outro, além de que o quarto deve ser encarado como “um espaço de descanso e tranquilidade.” Escrito isto, hoje à noite esconda os smartphones no corredor e ponha a conversa em dia com a sua cara-metade… debaixo dos lençóis.

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Porque é importante um protetor de colchão

Se você já comprou um colchão e não lhe aplicou uma capa protetora, poderá estar a cometer um erro. Uma capa de colchão é um produto muito útil para manter o colchão nas melhores condições possíveis durante a vida útil. O uso deste produto protege a cama do pó, humidade e ácaros, por isso, além de ser bom para o colchão, também é bom para a sua saúde. Descansar com o máximo de higiene possível tem um efeito positivo nos seus produtos de descanso e na sua saúde.

Além de ser clara a importância sobre o uso de uma capa de colchão, você precisa também saber sobre que tipo de protetor é que precisa. É altamente recomendável que use protetores impermeáveis, pois eles protegem a cama de qualquer líquido derramado. Este tipo de cobertura de colchão é ainda mais importante em pessoas mais velhas e crianças, embora seja apropriado para qualquer tipo de cama. Neste caso, a Cobertura Transpirável Tencel é a mais recomendada, pois transpira o calor, disispando-o e é impermeável, tornando-a perfeita para a higiene dos colchões. É importante destacar a importância de que o cubre-colchão seja respirável e permitir uma ventilação adequada. Para isso, é importante certificar-se de que o material de proteção é de poro aberto ou seguir as instruções do fabricante.

Também é importante saber quando renovar cada capa de colchão. Os protetores de colchão não têm uma durabilidade média, mas são renovados de acordo com sua condição. No entanto, se a capa do colchão estiver danificada ou arranhada, ela deve ser substituída. A durabilidade destes produtos será marcada pelo uso e cuidado com as tampas.

 

Almofadas, também protegidas

Além do colchão, não se esqueçaa de proteger a almofada. Para isso, a capa protetora deve ser respirável, deixar passar ar e dissipar o suor, além de ser resistente a ácaros e antialérgica.

Usando um protetor como a Fronha Tencel, você prolonga a vida útil do produto. Esta fronha destaca-se por ser impermeável e por atuar como barreira contra líquidos que impactam a almofada. Esta fronha também é compatível com todos os tipos de almofadas, sejam elas viscoelásticas, látex ou fibras.

Se você quiser que o seu equipamento de descanso seja mantido nas melhores condições, você deve protegê-lo com produtos preparados para ele.  Assim você poderá prolongar a vida útil e ao mesmo tempo cuidar de sua higiene pessoal.

A importância do descanso para não apanhar uma constipação

Aproxima-se o momento em que qualquer descuido pode acabar num resfrio. O descanso pode ajudar-nos a não apanhar uma constipação? Sim. A qualidade do sono é um dos fatores que afeta as possibilidades de ficar resfriado ou não. Este facto é referido num estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia em 2009, onde se afirma que dormir menos de seis horas aumenta o risco de obstipação.

Uma boa noite de sono protege o sistema imunológico, que protege o corpo contra resfriados e gripe. Dormir cerca de oito horas por noite reduz as chances de constipação. Deve-se lembrar que dormir mais de sete horas protege o organismo. Um estudo de pessoas que tinham dormido mais e menos de sete horas descobriu que as pessoas que dormiam menos de sete horas tinham quase três vezes mais probabilidade de adoecer do que aquelas que dormiam mais de sete horas. Como é possível ter uma boa noite de sono?

  1. Siga a sua rotina de descanso. Como você bem sabe, cuidar e controlar dos seus hábitos de sono ajuda a manter o horário de descanso correcto. Modificar a sua rotina o menos possível e fazer todo o possível para mantê-la é um passo fundamental para ter uma boa noite de sono. Um ponto importante para começar a defender-se da constipação, mas há mais.
  2. Aclimatize o seu quarto. Se a temperatura externa é fria, o seu quarto deve ser um lugar que o proteja e lhe permita dormir sem problemas. Lembre-se que a temperatura ambiente apropriada está entre 15ºC e 22ºC, para que você possa manter seu calor corporal próximo a 22ºC.
  3. Não se destape! Junto com a temperatura ambiente, outro aspecto importante da temperatura corporal é o abrigo que você usa. Além de cobrir-se bem durante o dia, é importante ter um bom abrigo durante a noite. Ter um recheio ou edredom nórdico que envolva a sua cama, o seu corpo e que proteja do frio vai evitar que o corpo se enfrie. Se você não se cobriu bem, e o seu corpo enfriar, tem uma constipação a caminho.
  4. Jantar, mais importante do que nunca. Um jantar que lhe permita dormir bem é sempre necessário e no inverno com mais razão. Além de ter um jantar leve, será importante para si comer alimentos que lhe permitam dormir com a temperatura corporal certa. Uma sopa ou um copo de leite quente e mel são duas apostas certas.
  5. Cuide do seu quarto. Uma manutenção higiénica evita o aparecimento de resíduos e bactérias que não só podem induzir a uma constipação, mas que podem infectar uma gripe, uma doença presente que ameaça o seu inverno. Limpar todos os espaços do seu quarto para evitar o aparecimento de bactérias pode reduzir as possibilidades de contágio.