Informações sobre o sono e descanso

Tem dificuldade para dormir? Talvez seja por causa do seu celular…

É das pessoas que não consegue se separar nem um minuto do seu tele móvel? Se você notou que o seu descanso não é tão bom como antes da chegada do telemóvel em sua vida, você estará interessado em ler este post.
De acordo com o Professor de medicina do sono, Charles A. Czeisler, o uso de smartphones, tablets ou laptops afetam nosso descanso. Na Maxcolchon lhe dizemos como.

Efetivamente, as ondas e a luz emitida por esses tipos de dispositivos, reduzem a produção de melatonina, o hormônio que nos permite cair no sono.
O Professor explica que, depois de ficar acordado umas 8 ou 10 horas, nosso corpo começa a produzir melatonina, o que nos da uma sensação de cansaço e nos obriga a fechar os olhos, apesar de não querer… Ficar exposto à luz artificial destes dispositivos, especialmente entre o pôr do sol e a hora de ir para a cama, perturba o nosso ciclo de sono.
No entanto, não é só o que estes dispositivos podem nos prejudicar. Eles provocão, a maioria do tempo, stress e ansiedade: de não acordar de manhã, de perder uma chamada importante, de nos sentir obrigados a responder a uma mensagem mesmo se você está dormindo e é de madrugada. De fato, há uma síndrome chamado “vibrações fantasmas”, que consiste em imaginar que seu celular está vibrando.
Não dormir ou descansar mal afecta-nos muito no nosso dia a dia, ja seja em nossa produtividade, nossa eficiência e nosso tempo de resposta. É muito importante poder descansar bem ainda que sejam menos horas do que é recomendado. Por esta razão, cada um de nós tem que encontrar o nosso caminho para se relaxar antes de dormir, evitando telemóveis, portáteis e outros dispositivos electrónicos, e claro, ter um sistema de descanso adequado.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.