Informações sobre o sono e descanso

Três são multitude

Três são multitude

Muitos pais e mães cansados de não conseguir que seus filhos conciliem o sono acabam decidindo e permitindo que seus filhos dormam em suas camas.

Uma prática que quem mais ou quem menos tem usado ocasionalmente sob o pretexto de conseguir dormir mais, para não acordar no meio da noite a atender suas necessidades.

Ainda que pareça uma solução eficaz, pois o sono dos pais se ve recompensado, as consequências a longo prazo de este tipo de prática não é nada deseável.

Existe a possibilidade de que as crianças acabem desenvolvendo problemas associados a não dormir sozinhos. Além disso, pode derivar em problemas de casal devido à diminuição ou até mesmo perda da privacidade.

Também são muitos os benefícios do co-leito, porém como em tudo devem valorar-se seus pros e contras para ser capazes de decidir corretamente.

Aqueles que dormem com seus pais de forma habitual têm menos horas de sono e de pior qualidade. Terão um descanso mais inquieto o que aumenta os pesadelos e os terrores noturnos. Com maior frequência padecem outros problemas relacionados com o sono e que podem chegar a afetar, nos casos mais graves, ao seu desenvolvimento.

É por isto que a maioria dos médicos aconselham como norma geral que as crianças dormam sózinhas e que os pais acudam tantas vezes como seja necessário a atender suas necessidades.

Uma forma de conseguir o objetivo de que nosso filho dorma sozinho pode ser com um objeto transcional, peluche ou cobertor com o que se senta confortável e que possa lhe servir para conciliar o sono em seu quarto enquanto se habitua.

É induvitável, que como pais sempre procuramos o melhor para nossos filhos, por isso é importante que escutemos os diferentes pontos de vista dos especialistas sobre os temas que lhes afectam e encontremos o ponto medio que beneficie a nossos filhos e nosso descanso.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.