Informações sobre o sono e descanso

Viscoelástica firme ou macia?

Na hora de nos decidir por um colchão de viscoelástica, temos que levar em conta muitos fatores: firmeza, transpirabilidade, adaptabilidade, composição dos materiais, tipo de descanso…
Hoje vamos nos concentrar em como distinguir as diferentes firmezas dos colchões viscoelásticos.

Alguns dias atrás vimos alguns conceitos básicos sobre a viscoelástica para que não soem raros termos como densidade, resiliência, viscoelástica espumada ou viscoelástica injetada.
Hoje vamos nos concentrar em conhecer a firmeza de um colchão viscoelástica.
Dois são os principais fatores que irão variar a resistência do material viscoelástico: a densidade e espessura.

Densidade da viscoelástica

Quanto maior a densidade da viscoelástica, mais firme será o descanso.
Uma maior densidade indica que há maior número de material viscoelástico por m3. É lógico pensar que se encontramos uma maior quantidade de produto por m3, esta será mais compacta e, portanto, a sensação de firmeza será maior. Assim, uma viscoelástica de 50 Kgs de densidade é muito mais suave que outra de 90 Kgs de densidade.
O que é melhor? Normalmente, os fabricantes tendem a aconselhar altas densidades, porque o corpo não “cairá imediatamente” ao deitar-se, mas que a viscoelástica ira se moldando ao nosso corpo de uma forma mais gradual e lenta, o que irá melhorar nossa circulação sanguínea e lhe ajudara a decontraturar e relaxar os nossos músculos melhor durante o descanso.

Espessura da viscoelástica

A menor espessura da viscoelástica, mais firme será o descanso.
Assim, se temos um colchão de viscoelástica de 8-10 cm, temos muito material onde nos adaptar, portanto vamos notar que o nosso corpo se “afunda” bastante dentro do colchão e, portanto, vamos ter um descanso mais suave. Pelo contrário, se gosta de um descanso mais firme e não gosta da sensação de afundar no colchão, teremos que procurar um colchão com 2 ou 4 cm de viscoelástica como muito.
Finalmente, se estamos olhando por algo intermédio, nem firme nem macio, então, poderemos optar por um colchão com 6 cm de viscoelástica, de firmeza intermédia.

Outros fatores a ter em conta

Outros fatores que também afetam como se comporta a viscoelástica são o peso e a temperatura.
A maior peso do dormente, mais macio sera o descanso, ja que a viscoelástica “vai cair” mais porque tem maior peso acima. Se é uma pessoa de constituição grande, procure por colchões firmes com pouca viscoelástica, para garantir que eles lhe forneça o sustento do peso adequado.

Por outro lado, a viscoelástica também muda dependendo da temperatura a que é submetida. Portanto, em áreas frias permanecerá mais dura e firme, por outro lado enquanto ela entra em contato com o calor, torna-se mais macia e maleável. Tudo isso é importante terlo em mente pensando na temperatura que esta geralmente o seu quarto, porque influenciará em como se comporta o seu colchão viscoelástico.

É muito importante ter todos esses fatores em conta, se está interessado em comprar um colchão viscoelástico, ja que si damos com o tipo de firmeza que nos vai melhor, teremos mais de metade do caminho percorrido para conseguir o melhor descanso.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.