Informações sobre o sono e descanso

Você é coruja ou marmota?

Passa a noite em vela ou não há quem lhe tire da cama porque dorme muito? Vamos lhe explicar por que você é coruja ou marmota.
A necessidade para a quantidade de sono que temos cada um é diferente. Há pessoas que dormem 7 horas e sentem que eles estão frescos como alface, enquanto outros confessão que “não são pessoas”, se não dormen pelo menos 9 horas cada noite. Por exemplo, se diz que o cientista Albert Einstein precisava dormir cerca de 11 horas de um dia para ficar ao 100% enquanto Napoleão precisava apenas 6 horas para dirigir ao Império francês.

Como podem ser as necessidades de sono tão diferentes para cada um?

Aparentemente, a resposta a esta pergunta poden ter-la encontrado alguns pesquisadores escoceses e alemãs, que publicaram em 2011 na revista Molecular Psychiatry um estudo que revelou a existência de uma variante genética chamada ABCC9 que poderia ser relacionada com uma maior necessidade de dormir de algumas pessoas em relação a outras. O estudo, realizado sobre 10.000 europeus, revelou que um em cada cinco europeus tem este gene.
Participaram do estudo, habitantes da Escócia, Croácia, Holanda, Itália, Estónia e Alemanha. Cada um dos indivíduos respondeu a perguntas sobre seus hábitos de sono, se eles estavam tomando medicação para dormir ou quais eram seus turnos de trabalho. Também foram solicitadas algumas amostras de sangue para o teste de DNA.

Quando os pesquisadores compararam esses dados com os resultados de sua análise genética encontraram que aqueles que tinham a variante de Gene ABCC9 precisavam de mais horas de sono do que a média normal de oito horas.

“Esta constatação sobre a biologia do sono será importante para ser capaz de descobrir os efeitos da conduta do sono na saúde, porque tanto dormir muito como dormir muito pouco está associado com problemas de saúde como hipertensão, obesidade e doença cardíaca”, portanto, tentar entender a relação entre o sono e estas doenças é uma área “muito importante”, explica Jim Wilson, um dos autores do estudo.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.