Informações sobre o sono e descanso

Você sofre de “cama alheia”?

Você sofre de “cama alheia”?

Quando alteramos a rotina de sono, esta afeta diretamente no nosso corpo, humor e a saúde. Várias razões podem levar a esta mudança em nosso relógio interno, e dormir numa cama alheia é outra.

A universidade de Brown revelou que o sono durante a primeira noite em um lugar estranho gera que o hemisfério esquerdo do nosso cérebro permaneça em estado alerta, enquanto o outro “se desliga”.

A Dra. Tamaki, responsável por um extenso estudo em relaçãoao tema publicado na prestigiosa revista Current Biology, concluiu que o cérebro resiste completamente sem sono e é mostrado em estado de vigília constante para proteger nosso corpo aos diferentes perigos que possam surgir em um ambiente desconhecido.

Como explica Masako Tamaki, das conclusões do estudo realizado em relação os hábitos noturnos de 35 pessoas saudáveis; “O ambiente é tão novo para nós que precisamos de um sistema de vigilância para que podamos monitorar o ambiente e detectar algo incomum.”

O estudo foi realizado fora do habitat natural, sem os elementos própios que os indivíduos costumavam a usar para o seu descanso. As conclusões do estudo confirmam que quanto mais se assemelha o entorno do descanso ao nosso larmaior será a qualidade do sono.

Este efeito da primeira noite também faz com que o hemisfério esquerdo reaja imediatamente a sons muito agudos, deste jeito as pessoas acordam facilmente.

No estudo da Universidade Americana, também constataram que aqueles que alteram espaços muitas vezes podem não chegar a sofrer este efeito, já que seus “sistemas de alerta” conseguem habituar-se à variação frequente.

Uma maneira de conseguir que o efeito de cama alheia não altere nosso descanso é controlar os assuntos relacionados com o ambiente que nos rodeia, ou seja, temperatura, silêncio e luminosidade.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.