Informações sobre o sono e descanso

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Óculos para bloquear a luz azul do ecrã

Se depois de ver televisão ou ter estado a trabalhar em frente ao computador até tarde tem problemas para dormir, pode encontrar o motivo na luz azul que emitem os ecrãs.

Todos os ecrãs, incluidos também os dos telemóveis, emitem entre outas uma luz azul. Esta luz consegue enganar o seu corpo, fazendo-o crer que ainda é de dia e que ainda não é hora de dormir. Em consequência, o corpo reduz a emissão de melatonina, conhecida como hormona do sono, e você pode passar várias horas em branco.

A solução mais óbvia e simples é afastar-se dos ecrãs previamente a ir para a cama. No entanto isso significaria não responder a mensagens de whatsapp antes de dormir, não ver o Instagram na cama ou deixar de relaxar vendo uma série pela noite. A solução mais simples nem sempre serve.

Como alternativa desenvolveram óculos com lentes especiais com as quais bloqueiam a luz azul dos ecrãs. Os óculos com maior capacidade para bloquear a luz azul usam vidros com forte cor laranja. Além do estranho que possa parecer estar no sofá da sala com óculos laranjas, o maior inconveniente é que alterarão a percepção das cores. No caso de filmes ou documentários, esta diferente percepção de cores pode arruinar a experiência. Podem sim resultar como solução interessante para quem trabalha todo o dia em frente ao ecrã de um computador. Anima-se a ser o primeiro a prová-los no seu escritório?