Informações sobre o sono e descanso

Influem os sonhos no descanso?

Estamos voando acima de um dragão, seus longos cabelos quase me dão no rosto. Digo estamos porque junto à mi há um colega de escola que está sentado ao meu lado e há anos que não vejo. Aqui tudo parece perfeitamente normal. Após a aterrissagem, eu tenho que sair correndo porque o chão tem alguns espaços para caminar e outros espaços com lava. Enquanto vou correndo rapidamente, muito rápido, percebo que meus dentes estão caindo. Os recolho e os guardo em uma mala que curiosamente eu tenho na mão e que não tinha notado até agora. Acordo.

isla de los sueños
Sim, não poderia ser nada além de um sonho e dos agitados. Mas, felizmente, isso foi apenas um sonho e não nos afecta na realidade, ou sim?
Depois de uma noite de sonhos criativos e divertidos, mas tambem absurdos e sem ligação, muitos temos a sensação de que não temos desfrutado de uma boa noite de sono. Após este tipo de sonhos, estamos cansados, por vezes mesmo exaustos e agora temos que enfrentar o desafio de um novo dia. Tem isto mesmo uma relação direta? Aquilo que sonhamos nos afeta fisicamente?

De acordo com médicos especializados em medicina do sono para lembrar-nos de um sonho, temos que acordar no meio dele. Ou seja, se não acordarmos no meio do sonho não lembramos o que estamos sonhando em aquele preciso momento. Pela mesma regra, as pessoas que não têm despertares durante a noite são as que não se lembram do que sonharam. Lembrar-se dos sonhos significa que a pessoa teve vários microdespertares durante a noite e estes despertares implicam um mal descanso. De acordo com o Dr. Eduard Estivil:

“A relação não é causal: não é que as pessoas que sonham muito acordam mais vezes, senão mais bem que as pessoas que têm sono instável tendem a ser mais conscientes de sua atividade mental”.

  • As razões pelas quais deveria consultar com um especialista sobre sonhos são:
    Se seu conteúdo é “ruim” ou assustador, ou seja, se eles são pesadelos muito recorrentes.
  • Ou sua intensidade é muito alta. Ser muito lúcida carrega muito abruptos movimentos do nosso corpo e pode até causar ferimentos mesmo.

Normalmente, estes são sintomas sem importância, mas eles podem esconder qualquer patologia, pelo que não custa nada consultar um especialista se eles são excessivamente irritantes em qualquer um destes sentidos.

Então, é melhor que não recordáramos o que sonhamos? A resposta é não. O fato de sonhar é mais positivo do que negativo, pois indica que estamos na fase REM, que é muito benéfica para o cérebro. Nesta fase REM o cérebro está se recuperando e regerando novas conexões neurais isto é benéfico para a memória e muitos aspectos da nossa saúde. O “problema” seria quando os lembramos sempre, o que significaria que não dormimos muito bem e isso pode se tornar um problema para o nosso desempenho.

E você tende a lembrar o que sonhou? Seja o que for desejamos que sempre sejam BONS SONHOS para assim assegurar uma boa noite.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.