Informações sobre o sono e descanso

Quantas horas deve dormir?

Quantas horas deve dormir?

Dormir é um processo vital para o nosso corpo, sem ele sobreviveriamos apenas alguns dias. Durante as horas de sono, nosso corpo é reiniciado e se regenera. Nossos corpos precisam de descanso para se preparar para o novo dia, e nosso cérebro aproveita este tempo para processar os dados importantes.

A falta de sono grave pode ter consequências muito negativas para a nossa saúde. Transtornos mentais, desorientação e outros que podem até mesmo supor um internamento no hospital.  Mesmo uma falta leve de sonho traz dores de cabeça, ansiedade, stress ou irritabilidade entre muitos outros.

A questão é sempre, quanto é necessário dormir? A resposta sempre dependerá de cada pessoa, mas isso não quer dizer que por dormir 10 horas vamos estarmais saudáveis. De fato, há diversos estudos que advertem que dormir mais do que oito ou nove horas de mídia pode ser prejudiciais a nossa saúde.

Dormir demais pode trazer conseqüências negativas como a depressão, dormir mais de nove horas por dia aumenta a tendência a sofrer de depressão. As dores de cabeça ou costas também são comuns se dormimos demais. Nosso cérebro pode sofrer um maior envelhecimentose, como regra, dormimos muitas horas. A obesidade é outro fator que pode ver-se afectado por um excesso de sonho, aquelas pessoas que dormem mais de 10 horas têm 25% mais de probabilidade de aumentar até cinco quilos.

No final tão negativo é passar como dormir muito. Por exemplo, no que se refere a acidentes cardiovasculares, angina pectoral ou infarto entre outros tanto naqueles que dormiam menos de sete horas como naqueles que dormiam mais de nove horas aumentaram a taxa de mortalidade em 1,3 vezes maior do que naqueles que dormimos oito horas por dia.

Levando tudo isto em conta, quanto devemos dormir para ser saudáveis? Em adultos, ou seja, pessoas com idades entre 18 e 54 anos, o ideal seria que o sonho esteja em uma faixa entre 7 e 9 horas de cada dia e para aquelas pessoas com idade superior a 65 com 8 horas seria o suficiente.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.