Informações sobre o sono e descanso

Volte a dormir como na idade média

A insónia está entre os problemas mais comuns que afetam o nosso bem-estar hoje em dia. As pessoas que se queixam da falta de horas de sono mencionam principalmente dois tipos diferentes de situações. Por um lado, há aqueles que acham difícil adormecer. Enquanto muitos outros lamentam porque eles acordam no meio da noite, depois de apenas 4 ou 5 horas de sono e custa-lhes horrores acertar um aceno novamente.

Para todos aqueles que se preocupam com este segundo tipo de insônia, eles devem saber que o hábito de sono pode não ser um distúrbio como a insônia. Durante a idade média, as pessoas costumavam ir para a cama todos os dias com a chegada da escuridão. Depois de várias horas de sono, eles acordavam e passavam algum tempo onde aproveitavam para realizar tarefas em casa ou intimidades, entre outras tarefas. Após cerca de uma hora de atividades, eles voltaram para a cama para voltar a dormir até o amanhecer.

Com a chegada da revolução industrial e da iluminação artificial, as pessoas pararam de dormir à noite e começaram a acostumar- se a trabalhar com horários. Esta foi uma mudança completa nos hábitos de sono e gradualmente começou a deixar para trás a ideia de dormir em duas fases. Algo que hoje é visto como um distúrbio que deve ser curado, foi durante séculos a forma mais comum e natural de dormir.

Para todas aquelas pessoas que tendem a acordar de madrugada e experimentar problemas para adormecer novamente, retomar essa rotina medieval pode ser a solução. Em vez de ficar na cama o tempo todo, tente se levantar e fazer alguma atividade. Naturalmente, é importante ter em mente que, para voltar a dormir deve evitar ações muito estimulantes ou estressantes, bem como o uso de ecrãs ou muita luz. Caso contrário, o seu corpo será totalmente ativado e você não poderá voltar a dormir facilmente. Durante este intervalo, você pode aproveitar a oportunidade para ler um livro ou realizar alguma tarefa doméstica que tenha deixado pendente. Desta forma aproveitará o tempo que passa a dar voltas na cama, evitará o stress e acabará por descansar horas suficientes.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.