Informações sobre o sono e descanso

Yoga Nidra, a nova tendência

É provável que tenha lido sobre o Yoga Nidra nas redes sociais ou que tenha visto isso anunciado na sua academia. Essa modalidade de ioga tornou-se uma tendência nos Estados Unidos e começa a ser conhecida na Europa. É uma técnica de meditação, que ao contrário de outras formas de yoga, é desenvolvida com o corpo completamente deitado e que realizado corretamente promete levar a um sentimento de realização e libertação pessoal.

Yoga Nidra procura levar o corpo e a mente a um estado intermediário entre estar acordado e adormecido. Essa modalidade de yoga tornou-se popular como um antídoto ou remédio aos stressantes ritmos atuais de vida. Hoje estamos continuamente conectados, recebendo estímulos de fora, com o consequente nível de stress que isso implica. Com o Yoga Nidra, procura-se aceder a um estado de repouso ou descanso.

Geralmente, a prática desse tipo de técnicas de meditação responde a uma meta ou necessidade pessoal, geralmente relacionada a períodos de alto stress. Em termos gerais, o Yoga Nidra ajuda a descansar melhor, a diminuir o stress, acabar com os maus hábitos e, finalmente, conhecer-se melhor a si mesmo.

Entre os benefícios desta modalidade de ioga está a sua facilidade. Qualquer um pode iniciar-se nesta técnica, desde crianças até idosos, já que você só precisa deitar-se no chão e seguir as instruções. Desde o início sentirá o efeito relaxante desse tipo de ioga, é provável que adormeça. À medida que avança na técnica, você alcançará os seus benefícios espirituais.

Num estudo, em que a atividade cerebral de pessoas que praticavam nidra yoga foi escaneada, os pesquisadores descobriram que os cérebros dos praticantes apresentavam estados semelhantes aos que ocorrem em sono profundo, mas estão plenamente conscientes.

Se a sua curiosidade se aguçou e gostaria de experimentar os benefícios desta técnica de meditação, você só precisa de um espaço silencioso para se deitar e ouvir alguns dos vídeos de podcast ou Yoga Nidra disponíveis on-line.

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A falta de sono e Alzheimer

Um recente estudo demonstrou que a falta de sono está conectada com maiores níveis de uma proteína chamada beta-amiloide, conhecida pela sua relação com Alzheimer.

Para realizar o estudo, reuniram-se 20 participantes para que dormissem uma noite no Instituto Nacional de Saúde de Maryland (E.E.U.U.). Depois de uma noite de sono, foram submetidos a um scanner com o qual monitorizaram os níveis de proteínas no cérebro. Aproximadamente duas semanas depois, cada um dos participantes voltou a passar outra noite no centro. No entanto, desta vez foram despertados a cada hora, não sendo permitidos dormir profundamente. Depois de mais de 30 horas onde foram obrigados a manter-se acordados voltou-se a repetir o mesmo scanner cerebral.

Os resultados foram evidentes. Dezanove dos vinte participantes, com idades variantes desde os 22 aos 72 anos, mostraram níveis de beta-amiloides muito superiores depois de uma noite de não poder dormir corretamente. Ainda que estes níveis não eram preocupantes para o surgimento do Alzheimer, o estudo sugere uma conexão provável entre os hábitos de sono e o surgimento posterior desta doença.

Em parte, o Alzheimer diagnostica-se detetando grandes placas de beta-amiloide realizando estes mesmos scanner. Não obstante, ainda não se pode esclarecer qual é o motivo que cria o surgimento desta proteína.

Todas as pessoas produzem pequenas quantidades de beta-amiloide nos cérebros como parte do processo de generação de outras proteínas. No entanto, o próprio cérebro acaba por limpar esta proteína. Os investigadores não puderam detetar ainda se os maiores níveis de beta-amiloide se devem a que a falta de sono detém ou afeta o processo de limpeza do cérebro ou se esta se produz em quantidades maiores ao estar tantas horas acordado.

O que este estudo, igual a muitos outros, sim sugere é que a falta do descanso devido afeta o funcionamento correto do nosso cérebro.

Imagine voar na comodidade de uma cama

O fabricante europeu de aviões Airbus anunciou que estuda criar zonas de descanso com camas no andar inferior dos seus novos modelos.

Airbus trabalha com o fabricante de assentos Zodiac Aerospace no design de camas para serem instaladas nos porões dos aviões. A ideia é que o novo modelo Airbus A330, cujo lanzamento está previsto para 2020, incorpore camas para que os passageiros possam relaxar e dormir esticados durante os trajetos mais largos.

No momento trata-se unicamente de um projeto. Os fabricantes de aviões estudam constantemente como poder oferecer inovações que os diferenciem da competição. Tetos transparentes, zonas de jogos infantis, ginásio, bares… No entanto, a execução nem sempre é infalível.

Um dos pontos principais é a segurança. Durante certas fases dos voos, como levantar voo, aterragens ou momentos de turbulências os passageiros devem estar sentados com o assento reto, pelo que com o uso da cama se vê complicado. De igual forma, a zona dos assentos são sempre superiores no avião, pelo que a localização das camas no porão também levanta dúvidas sobre a segurança em relação à capacidade para evacuar os passageiros ante uma emergência.

As aerolínhas incorporaram alternativas multiplas para que esteja entretido durante os voos transoceanicos. Música, jogos, filmes… Não obstante, não há melhor maneira de estar oito horas num avião que passando pelas brasas.