Como ensinar o seu filho a dormir sozinho

Out 5, 2020 | ACONSELHAMOS-TE, CRIANÇAS |

Ensinar o seu filho a dormir sozinho é uma tarefa árdua que requer muita pedagogia. Algo que vai requerer a máxima psicologia e inteligência emocional dos pais. Habituados a dormir no mesmo quarto que os pais, de repente os mais pequenos da casa deparam-se num quarto novo onde os seus medos podem florescer como se fossem os protagonistas de ‘Monstruos S.A.’. Mas para além dos terrores infantis, costumes e regressões, existem certos passos que ajudarão a criar uma rotina o facto de irem dormir sozinhos.

Conselhos para que os mais pequenos aprendam a dormir no próprio quarto

Até aos três anos, tivemos tempo para preparar os nossos filhos para um facto que resultará de cumprimento obrigatório: que durmam sozinhos. Através de concessões que diminuem progressivamente, partilhar a cama com os pais tem vindo a diminuir com o objetivo de criar um desenvolvimento emocional e de independência entre os mais pequenos.

De acordo com os especialistas em pedagogia e psicólogos, as crianças, numa primeira fase, devem começar a dormir no seu próprio quarto entre os 3 e os 6 meses de idade. Após esta fase inicial, damos lugar a outra que compreende entre os 12 e 18 meses de idade. Neste fase, aceitaremos algumas concessões baseadas no nível de ansiedade que pode surgir nos mais pequenos por simplesmente dormirem sozinhos. Finalmente, e já entre os 3 e os 4 anos, as crianças devem ter assimilado normalmente a ação de ter um quarto onde dormem sozinhas e longe dos pais.

Para realizar estes passos, existem vários métodos. Dos mais agressivos aos mais graduais e baseados em técnicas comportamentais, o único objetivo de todos é fazer com que as crianças aprendam a dormir sozinhas no seu quarto.

No extremo mais agressivo, as técnicas mais repetidas entre os pais são o uso de estímulos negativos, punições ou simples ignorância que procuram soluções rápidas sem abordar efeitos mais negativos a médio e longo prazo. Pelo contrário, se passarmos aos mais eficazes e recomendados, encontramos o estabelecimento de rotinas, o uso do afeto, da paciência, do bom senso e, naturalmente, dos estímulos positivos. Por exemplo, as crianças podem ser encorajadas ao explicar que terão um quarto maior e só para elas. Um lugar para definir as suas próprias regras e ter os brinquedos à mão. Uma cama inteira para poder ler antes de dormir e incluir alguns animais de peluche que as ajudarão a adormecer.

O que fazer quando a situação se complica e produzem-se regressões?

Às vezes acontece e não há necessidade de ter medo. Como pais, temos de compreender que as regressões podem ocorrer motivadas por pesadelos noturnos, medo da escuridão ou até mesmo pelo nascimento de um irmão mais novo. A imaginação voa e os mais pequenos são capazes de ver monstros em cabides, cadeiras ou o pequeno espaço escuro ao deixar um armário aberto. Para ajudar a mitigar estes medos e consolidar a sua independência, não há nada melhor do que seguir as seguintes dicas:

– Deixe uma luz: Se possível, indireta. Pode ajudar-se com lâmpadas pequenas, um candeeiro ou até mesmo deixar a porta aberta e acender alguma no corredor.

– Reforço das rotinas: Ler antes de dormir, fazê-lo sempre ao mesmo tempo ou dar-lhes um beijo de boa noite, são comportamentos positivos que beneficiarão os mais pequenos.

– Se despertar por pesadelos, não deixe entrar no seu quarto. É muito mais aconselhável ficar com elas no seu próprio quarto até que relaxem e adormeçam novamente.

No lado oposto, o dos erros, existe uma série de comportamentos que podem causar reforços negativos na criança:

Mostrar pouca paciência e raiva porque não há maneira de colocá-las na cama e de dormirem sozinhas.

– Aceitar as desculpas de tudo, pois o que procuram é atrasar o tempo de ir dormir: Levar-lhes um copo de água, deixar-lhes ir mais uma vez à casa de banho (mesmo que tenham acabado de ir) etc…

– Dormir com elas na mesma cama até que o sono seja reconciliado. No final, acabará por depender deste facto e todo o processo irá abrandar.