Como ganhar as discussões infantis

Out 11, 2020 | ACONSELHAMOS-TE, CRIANÇAS |

Acontece com o passar do tempo. Entre um ano e meio e os três, as discussões infantis são comuns entre os mais pequenos. Por um lado, as de carácter mais físico que normalmente ocorrem entre os próprios bebés. Embora não seja necessário preocuparmo-nos excessivamente com isto, uma vez que é uma forma de interagir entre eles e a sua porta de entrada para as relações sociais com o mundo, é preciso saber como enfrentá-los com pedagogia e toque. Neste período vital dos mais pequenotes, tornaram-se mais egocêntricos porque compreenderam a sua própria vontade, e, acima de tudo, como defender o que querem. E entre os seus principais desejos, um deles é decidir por si mesmos quando se trata de ir para a cama.

Dicas para que as discussões com os seus filhos tornem-se em estímulos para a sua educação

– Vá, filho. É hora de ir dormir.

– Não. Só mais um pouco.

– Não, sabes que amanhã há escola e tens de madrugar.

– Só mais um pouco.

– Já te disse que não. Siga dormir.

– Porque não?

Interrompemos este diálogo muito comum e quotidiano, porque poderia prolongar-se até ao início da manhã. Quando chegam os “porque não?” o resto das perguntas e o aparecimento da sua própria personalidade, as discussões infantis estendem-se quase às 24 horas por dia. É aqui que os pais vão começar a lançar as bases para a sua educação. Argumentar, empregar inteligência, ser pedagógicos e usar a psicologia serão as chaves para atingir os seus objetivos. Entre eles, conseguir que cada noite não seja uma batalha porque os pequenotes não querem dormir.

Quando atingem a idade de escolher tudo, incluindo a autoridade parental, as crianças tornam-se inconformistas e procuram ultrapassar fronteiras através das negociações. Por mais infantis e básicos que sejam, e apesar do amor que os processamos, como pais não podemos ceder à chantagem e, acima de tudo, prejudicar o seu bem-estar, a sua educação e a sua saúde.

ESTRATÉGIAS PARA GANHAR DISCUSSÕES INFANTIS

O ideal é aplicar diferentes estratégias e seguir uma série de passos:

Concordar com eles pequenos acordos que estimulam a sua inteligência

Embora possa parecer contraditório para si, isto não é sinónimo de perder batalhas ou de mostrar algum tipo de submissão. Pelo contrário, os mais pequenos verão que têm espaços pequenos, que alcançam determinados objetivos e que reforçaremos a sua inteligência, os seus valores e a sua autoestima.

Nunca perca o controlo

Perder o controlo é sinónimo de paciência exaustiva. E a paciência exaustiva leva a outras consequências, como gritos, frases dolorosas e a espiral de choro. Uma frustração generalizada que só pode enraizar o ambiente familiar. Porque além do bem-estar da criança, existe também o nosso. Respire, por alguns segundos durante a discussão e lembre-se de quem é o adulto. E assim poderá explicar aos mais pequenos o porquê das suas decisões.

Pode escolher as suas batalhas

Inspirados até certo ponto pelo primeiro conselho, existem momentos em que se pode ver que está a discutir pequenas coisas e detalhes que não afetarão a sua segurança, educação, bem-estar ou saúde. Por vezes, esta praticidade reduzirá o número de choros, reforçará a segurança da criança e será um alívio para a tranquilidade da casa.

Evite as discussões de poder

Não transforme a sua casa num Congresso de Deputados. Às vezes pode revelar-se que, desde muito pequenas, as crianças mostram uma personalidade esmagadora. Quase sem esforço, tentam impor a sua lei aos pais que só podem ser surpresos com tal força mental. Estas situações podem tornar-se a premissa de uma história mais desagradável onde os pais punem sem parar porque não sabem como controlar a situação e as crianças apenas choram ou ficam zangadas. Fique à frente deste status quo e não faça parte de discussões tolas e eternas. Seja prático, claro, firme, e mostre autoridade parental com amor, amor e compreensão.

Surpreenda-os com inteligência e psicologia

Da psicologia inversa à invenção de consequências surpreendentes para elas, pode-se criar situações em que não sabem agir e até esquecer o motivo da discussão. Por exemplo, se não recolhem os brinquedos, mesmo que lhes tenha dito mil vezes, esconda-os num lugar inesperado. Quando se sentirem sufocados por não encontrarem o seu paradeiro e souberem o que aconteceu, na próxima vez não irão deixar os mesmos espalhados pelo chão.