Porque é que custa mais dormir às pessoas maiores?

06 de novembro de 2018

Conciliar um sono profundo e de qualidade é um desafio cada vez mais complicado ao longo dos anos. Os distúrbios do sono tornam-se mais frequentes e a qualidade do sono piora progressivamente. Isso ocorre especialmente depois dos 40 anos, uma vez que as ondas cerebrais relacionadas com o sono profundo são reduzidas em tamanho e quantidade. Consequentemente, essas ondas perdem força e afetam diretamente o sono.

O fato de dormir pior implica um maior risco para a saúde. Uma quebra grave aumenta o risco de doenças cardíacas, derrame e aumento de peso. Ao mesmo tempo, o risco de ter Alzheimer é aumentado. Alterações no sono aumentam o papel da beta amilóide, uma proteína cerebral tóxica associada a esta doença.

Com o passar dos anos, os problemas do sono continuam a aumentar. Conforme a chegada dos cinquenta anos, as pessoas registram níveis próximos a 60 ou 70% menos de terem sono profundo. Esse número sobe mais chegando aos setenta anos, com um percentual próximo a 90% menor do que o percentual de sono repousante. À medida que os anos aumentam, as situações que interrompem o descanso continuam, forçando-o a sair da cama ou a ficar alguns minutos acordado.

Que coisas privam os idosos de um bom descanso? As dores musculares são uma das principais causas, mas não a única. Outro problema muito frequente é ir ao banho com mais frequência, porque a bexiga enfraquece com o passar dos anos. Além disso, mudanças no ritmo circadiano implicam ir para a cama mais cedo, devido a ao libertar anterior de melatonina nos adultos. Não só isso, mas outra consequência é que o corpo pede para dormir mais sestas, o que altera ainda mais uma rotina saudável de descanso.