
Sabia que não dormir suficientes horas cada noite pode passar-nos fatura? Conhece as consequências de dormir pouco? Descansar é uma atividade inerente à natureza do ser humano e da qual depende, em grande escala, a saúde do nosso corpo e cérebro. É que, enquanto dormimos, produzem-se importantes processos que permitem que o nosso organismo reponha o seu equilíbrio interno a nível bioquímico e metabólico.
Ao dormir, é conseguido um estado de repouso no qual se reduzem ao máximo todos os sentidos e os movimentos. Esta calma corporal e o descanso mental permitem renovar energias e a vitalidade para o dia seguinte.
Neste artigo da Maxcolchon vamos explicar-lhe alguns dos riscos que pode acarretar o feito de dormir poucas horas cada noite. E você? Será que dorme o suficiente?
Consequências de dormir poucas horas
Estas são as principais consequências de dormir menos horas do que as recomendadas por todos os especialistas em matérias de saúde e descanso.
Aumento do stress
Não dormir suficientes horas pode afetar o nosso estado anímico, tornando-nos mais tensos e irascíveis, além de provocar um aumento no nosso nível de stress. Isto deve-se a que, enquanto dormimos, o nosso corpo se relaxa, o que facilita a produção de melanina e serotonina. Estas hormonas são as encarregadas de contrariar os efeitos das hormonas do stress (adrenalina e cortisol), pelo que nos ajudam a sentir-nos mais felizes e emocionalmente mais fortes.
Prejudica a memória
Enquanto dormimos, o nosso cérebro assimila o aprendido durante o dia, além de se consolidarem as memórias e as lembranças. Por isso, não dormir a quantidade adequada de horas pode provocar, no longo prazo, um deterioro cognitivo, especialmente nas pessoas mais idosas.
Aumenta o risco de enfermidades
A falta de sono pode afetar a capacidade do nosso organismo para processar glicose, o que pode provocar um aumento dos níveis de açúcar no sangue. Este feito pode favorecer o aparecimento de diabetes, obesidade e enfermidades cardiovasculares. Além do mais, descansar mal e dormir pouco pode prejudicar a resposta e a eficiência do nosso sistema imunológico.
Segundo a Sociedade Espanhola do Sono (SES), os idosos que dormem as horas necessárias (7-8 horas) apresentam um melhor funcionamento cognitivo, menos enfermidades físicas e mentais, além de uma melhor qualidade de vida em geral.
Pode fazer-nos engordar
É isso mesmo, o nosso peso também depende em grande medida do nosso descanso. Isto deve-se a que a falta de sono faz com que os adipócitos (células adiposas) libertem menos leptina, a hormona supressora do apetite.
Neste sentido, a insónia pode provocar que o estômago liberte mais grelina (a hormona do apetite). Ambas as ações fazem com que, ao dormir pouco, possamos sentir um maior desejo de comer e ingerir mais calorias do que aquelas que realmente necessitamos.
Aumenta o risco de acidentes
As pessoas que dormem pouco ou mal têm maior risco de sofrer acidentes de tráfego ou laborais devido aos efeitos negativos que se podem gerar na coordenação ocular, nos reflexos e na capacidade de atenção.
Danos cerebrais
Dormir pouco pode afetar gravemente a saúde do nosso cérebro. A falta de sono reduz a capacidade do cérebro para eliminar toxinas e regenerar células. A longo prazo, pode contribuir para o desenvolvimento de enfermidades neurodegenerativas como o Alzheimer, já que impede que o cérebro se regenere adequadamente durante a noite.
Aumento da pressão arterial
O descanso insuficiente pode fazer com que os níveis de pressão arterial se mantenham elevados durante mais tempo. Por que é que isto acontece? Porque, ao não descansar o suficiente, o sistema nervoso simpático (que regula as respostas ao stress) se mantém ativo mais tempo do que o necessário, o que aumenta a pressão arterial de maneira crónica.
Menor sensação de saciedade no estômago
Quando não dormimos o suficiente, alteram-se as hormonas responsáveis por regular o apetite. Além da libertação de grelina (que aumenta a fome), também se reduz a produção de leptina, o que faz com que nos sintamos menos saciados depois de comer. Quer dizer, isso pode levar-nos a comer mais do que o necessário.
Maiores possibilidades de sofrer de diabetes
A falta de sono afeta negativamente a como o corpo processa a insulina, a hormona responsável por regular os níveis de açúcar no sangue. Dormir poucas horas pode provocar uma resistência à insulina, o que aumenta as probabilidades de desenvolver diabetes tipo 2.
Perda de reflexos
Quando não descansamos o suficiente, os nossos reflexos também se veem afetados. A falta de sono provoca que as conexões neuronais funcionem de maneira mais lenta, o que reduz a nossa capacidade de resposta ante situações imprevistas. Referimo-nos a um deterioro dos reflexos, o que pode aumentar o risco de sofrer acidentes ou lesões.
Risco de ataque de coração
Não dormir o suficiente também incrementa o risco de sofrer enfermidades cardíacas. Durante o sono, o ritmo cardíaco é reduzido e o corpo descansa. Quando este descanso é insuficiente, o coração não tem o tempo necessário para se recuperar, o que aumenta a possibilidade de sofrer um ataque de coração ou problemas cardiovasculares graves.
Possibilidade de distúrbios psiquiátricos
A privação crónica de sono pode originar transtornos psiquiátricos como a depressão, a ansiedade, ou incluso a psicose. Dormir é essencial para manter o equilíbrio emocional, e a sua falta prolongada pode afetar a nossa química cerebral, favorecendo o desenvolvimento destes transtornos.
Perda de desejo sexual
A falta de sono também pode afetar a nossa libido. Ao não descansar o suficiente, os níveis de energia e bem-estar geral diminuem, o que pode reduzir o interesse e o desejo sexual. Além do mais, nos homens, a falta de sono prolongada é capaz de reduzir os níveis de testosterona, o que também influi na perda de desejo sexual.

Enfermidades associadas ao feito de dormir poucas horas
A privação de sono está relacionada com o desenvolvimento de múltiplas enfermidades crónicas e degenerativas. Transtornos metabólicos como a obesidade, a diabetes tipo 2 e as enfermidades cardiovasculares encontram-se notavelmente influenciados pela falta de descanso adequado. Além do mais, a ciência tem demonstrado que dormir menos do que as horas recomendadas pode aumentar o risco de desenvolver demência e Alzheimer à medida que envelhecemos. Não é só o corpo, já que também o cérebro sofre com as consequências de um mau descanso, afetando a função cognitiva e reduzindo a nossa capacidade de resposta imunológica.
Predisposição genética a dormir pouco
Ainda que as necessidades de sono possam variar entre pessoas, a genética desempenha um papel chave em determinar de quanto descanso necessitamos.
Algumas pessoas podem possuir variantes genéticas que lhes permitem funcionar corretamente com menos horas de sono, e sem experimentarem as consequências típicas da privação. De todas as formas, estas exceções são raras, e para a maioria da população, dormir menos de 7 horas por noite com regularidade pode ter efeitos negativos para a saúde, como aumento do risco de hipertensão, problemas cardiovasculares e ainda transtornos do estado de ânimo.
Ainda que tenhamos esta predisposição genética, é importante priorizar o sono como um pilar fundamental da nossa saúde.
Quantas horas necessitamos dormir cada noite?
Depois de ler algumas das consequências que pode acarretar o feito de dormir poucas horas, quiçá se esteja a perguntar: quantas horas é recomendável dormir? Ainda que isto não se trate de uma questão matemática, já que cada pessoa necessita de mais ou menos tempo para recuperar energias e descansar, podemos encontrar diferenças nas horas de sono e na idade das pessoas.
Segundo foi revelado por uma equipa de especialistas no sono da National Sleep Foundation após distintos estudos, estas são as necessidades de sono segundo distintos intervalos de idade:
- Crianças em idade escolar (6-13): é recomendável um sono de entre 9 a 11 horas. Nunca menos de 7 nem mais de 12.
- Adolescentes (14-17): o ideal é dormir entre 8 a 10 horas. Não é aconselhável dormir menos de 7 nem mais do que 11.
- Adultos jovens (18 a 25): o estudo recomenda dormir entre 7-9 horas. Nunca menos de 6 nem mais do que 11.
- Adultos (26-64): o preferível é dormir entre 7 a 9 horas. Menos de 6 ou mais de 10 não é aconselhável.
- Maiores de 65 anos: o ideal é descansar entre 7-8 horas durante o dia. O estudo desaconselha dormir menos de 5-6 horas ou mais do que 9.
Quiçá agora que já conhece algumas das consequências que pode acarretar o feito de dormir poucas horas, comece a pensar duas vezes antes de se deitar tarde e ficar a ver alguma das suas séries favoritas. Não lhe retire horas ao seu descanso, já que com a saúde não se brinca!
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Equipa Maxcolchon
Na Maxcolchon, contamos com mais de duas décadas dedicadas a melhorar a qualidade do descanso de milhares de pessoas. A nossa equipa é composta por especialistas em sono, ergonomia e produto, que trabalham diariamente para oferecer informação fidedigna, prática e baseada na experiência real de quem conhece o descanso por dentro e por fora.

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