O problema da sobre-exposição dos ecrãs que afeta o sono

Out 22, 2020 | INFORMAMOS-TE |

Nas últimas duas décadas vivemos um apogeu no desenvolvimento e na utilização de dispositivos eletrónicos como computadores, smartphones e tablets. Os videojogos, as redes sociais ou ver séries e filmes tornaram-se demasiado comuns. Podemos dizer que vivemos a idade de ouro quando se trata de interação com um ecrã e tecnologia. Esta modernidade em que vivemos também envolveu um novo risco que até agora se desconhece: a sobre-exposição à eletrónica e aos ecrãs.

Os profissionais de saúde alertam para alguns efeitos nocivos que o uso excessivo de ecrãs pode envolver. Os impulsos gerados por redes sociais como Facebook, Instagram ou WhatsApp estimulam os nossos cérebros e atrasam o tempo de ir dormir. Este facto soma-se com a luz que os ecrãs destes dispositivos tecnológicos emitem poder confundir o cérebro e acabar por gerar insónias.

Porque é que a exposição excessiva aos ecrãs afeta o nosso descanso?

1. O perigo da dopamina

O problema da sobre-exposição aos ecrãs é uma questão que afeta tudo, desde a infância até à adolescência até à idade adulta. E estamos cada vez mais viciados na dopamina que fornecem as recompensas sob a forma de notificações que recebemos no telefone, tablet ou computador.

Por sua parte, o Dr. Nicholas Kardaras publicou um livro sobre a exposição das crianças a ecrãs, que cunhava o termo heroína digital. O médico conta que depois de trabalhar com muitas crianças, detetou sintomas clínicos semelhantes aos de casos de vício devido ao consumo de drogas, como síndrome de abstinência, impulsividade ou agressividade.

A dopamina, conhecida como a hormona da felicidade, é a hormona que gera aquele impulso inconsciente para constantemente procurar o telemóvel, alimentando o que é conhecido como o circuito de recompensa cerebral. Este circuito gera alguns dos comportamentos básicos para sobreviver, como alimentação ou sexo. A dopamina circula pelo nosso cérebro e é responsável por causar prazer e estimulação, tornando uma experiência agradável.

Quando recebemos um like ou alguma recompensa semelhante, há uma descarga desta substância para o cérebro que nos satisfaz. Como dizem os especialistas do Observatório de Crianças e Adolescentes do Hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona: “desde muito jovem estamos a consumir aplicações que foram concebidas para nos tornar viciados em ecrãs”.

2. A luz azul dos ecrãs

Outro aspeto que interfere negativamente, com o nosso descanso resultante da sobre-exposição aos ecrãs, é a luz azul que emitem nos nossos olhos e rosto. Esta luz artificial interfere com a segregação da melatonina, uma hormona que regula o ciclo do sono.

O nosso cérebro começa a produzir esta hormona cerca de duas horas antes de dormir. No entanto, quando usamos estes dispositivos eletrónicos emissores de luz, o nosso cérebro entende que ainda é de dia e para de segregar os níveis de melatonina da mesma forma. Como resultado, demoramos mais tempo a adormecer e reduzem-se as horas totais de descanso. Este fenómeno é conhecido como insónia tecnológica.

Por outro lado, a falta de descanso também pode afetar a eficiência ao executar tarefas, pensar claramente, estabelecer memória ou reagir com agilidade. Mas além disso, um sono reparado protege e mantém o sistema imunitário diminuindo assim o risco de doenças ou ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e depressões.

Também foi demonstrado que a luz azul dos ecrãs pode aumentar a sensação de fome. Isto acontece porque pode levar a um aumento na produção de neuropeptides, hormonas que estimulam o nosso sentimento de fome e o desejo de alimentos mais gordos e processados.

O que achou destes argumentos? Desde a Maxcolchon queremos que dê prioridade a um bom descanso e que tenha uma boa higiene do sono porque sabemos que a sua saúde depende disso. Então já sabe: Evite essa exposição excessiva aos ecrãs!